quinta-feira, 27 de julho de 2017

Fazendo Meu Filme 1, 2, 3 e 4 - Paula Pimenta


Fazendo Meu Filme

Quem disse que eu não tenho mais idade pra literatura infanto-juvenil?

Eu não gostei, eu AMEI. Foi muito fácil entrar na história porque boa parte se passa em Belo Horizonte e me fez voltar no tempo, na minha adolescência que foi bem como a realidade dos adolescentes do livro. Casa, colégio, clube, shopping, cinema... Os dilemas, conflitos e dramas típicos da adolescência me fizeram criar uma relação quase íntima com os personagens. Durante vários momentos foi como se eu estivesse lendo a minha própria história. Emocionei de verdade. Daquelas histórias que tocam o coração. Eu li os quatro livros de uma vez. Os dois primeiros eu li em um dia e ambos entraram para os meus dois seletos grupos dos “Livros que eu li em uma sentada” e “Livros que me fizeram chorar”. Sério, morri de chorar nos dois primeiros, muito bem escritos, de uma sensibilidade fora do comum. No terceiro e no quarto eu já estava tão envolvida com a história e com os personagens que me despertou vários sentimentos. Em muitos momentos senti raiva da Fani e tive vontade de entrar no livro e dar uma sacolejada nela. Queria ter tido na idade dela a maturidade que tenho hoje. Mas os tropeços fazem parte do processo. Decepções, mal entendidos, inseguranças... quem nunca? Mas, o mais importante de tudo, foi como o livro me fez repensar muito sobre o meu atual conceito sobre o Amor. Foi como uma terapia de regressão. Voltar na minha adolescência e refazer todo o meu caminho até chegar onde me encontro. O que se perdeu? O que fez que a Daphne adolescente, que acreditava no amor e em finais felizes se transformar na Daphne adulta, cínica que há anos não se apaixona? Ninguém está imune ao sofrimento e à desilusão. Faz parte. É certo que o caminho para encontrar o amor é diferente para todos nós. Alguns encontram cedo, como a Fani e o Leo, outros demoram mais. Mas é certo também que, a partir do momento em que existe uma desistência na busca, a chance dele acontecer é quase nula.
Obrigada Paula Pimenta, você fez mais por mim em uma semana do que o meu psicanalista conseguiu fazer em anos de análise.

Estou com outros livros dela pra ler, mas acho que já posso me considerar fã. 

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