quinta-feira, 29 de março de 2018


Aviso: Spoiler

MINHA VIDA FORA DE SÉRIE - PAULA PIMENTA

Acabei de ler Minha Vida Fora de Série 4 e a minha reação ao ler a última frase do livro foi dar um grito: “NÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOO!!!!”. Fiquei procurando mais páginas na esperança de que o meu livro estivesse com defeito, mas, infelizmente, vou mesmo ter que aguardar a próxima temporada. Li os 4 livros da série em sequência e, apesar de não gostar de ler nenhuma trilogia ou série antes de ser concluída, justamente por gostar de ler os livros em sequência e ser muito ansiosa pra ficar esperando o autor concluir a saga, estava adiando a leitura de MVFS, porém, algo me dizia que eu deveria ler. E realmente não poderia ter escolhido melhor momento para isso. Um dia após eu começar a ler MVFS 1, minha cachorrinha faleceu. Fiquei arrasada, ela era a minha irmã caçula. Mas a companhia da Pri e do Rô durante esses dias me ajudou muito a superar a aceitar o ocorrido. E não só isso, a também começar a considerar a possibilidade de adotar mais um. A ênfase que essa série dá em ralação ao amor e respeito pelos animais me tocou pra valer. Sempre gostei de animais, sempre tive cachorros e gatos, mas, mesmo sem nunca ter comprado um animal, já que todos apareceram lá em casa por acaso, eu nunca de fato adotei um. Eu não ligo pra raça ou idade, mas, acho que todos merecem ter uma família.
Agora voltando à história. Não sei dizer de qual gostei mais. Adorei rever os personagens de Fazendo Meu Filme e o crossover que a Paula Pimenta fez entre os livros é perfeito. Em MVFS 1 encontramos a Priscila aos treze anos e sua dificuldade em lidar com a separação dos pais e a mudança de cidade. Eu já gostava da Pri desde FMF, pois, tinha uma identidade com ela. Na minha adolescência eu também era a “manoteira” e namoradeira da minha turma. Além de sempre ter tido um amor enorme pelos animais. Adorei saber como ela e a Fani se conheceram e até mesmo como os demais personagens dessa turma surgiram. A Pri é muito cativante e inspiradora. Mesmo tão nova, a consciência, o respeito e o amor que ela e o Rodrigo têm pelos animais me prendeu de tal forma que li o livro como assisto seriados. Presa e envolvida com a história de tal forma que mesmo já sendo madrugada não conseguia parar de ler. Sempre pensando “só mais um capítulo”.
Acabei o primeiro e já emendei o MVFS 2. Agora a Pri já com 16 anos e lidando com os típicos dilemas da adolescência. O que eu mais gostei desse volume foi o espaço que a Paula deu para fazer uma crítica aos maus tratos dos animais que são vendidos no Mercado Central de Belo Horizonte. O que ela escreveu não foi inventado, é a mais pura verdade. Quem conhece o Mercado Central e já teve o desprazer de passar pela área onde os animais são vendidos sabe o que eu estou falando. Aquilo é um absurdo e tem que acabar. Não entendo como os órgãos competentes permitem uma atrocidade daquelas. É revoltante demais.
MVFS 3 foi o primeiro que acabou com um final triste. Chorei demais. Primeiro de emoção ao ler o poema que o Rô escreveu para Pri na intenção de fazer o pedido de casamento. Que coisa mais linda! E depois chorei de tristeza com o término dos dois. Mas mesmo assim ainda amei o terceiro, assim como o primeiro e o segundo. Como eu disse anteriormente, a ênfase dos livros em relação ao respeito e amor pelos animais me prendeu desde o início. Se eu morasse em uma casa, provavelmente seria meio zoológico assim como a casa da Priscila.
E finalmente cheguei em MVFS 4. Mesmo evitando os spoilers, já sabia que esse livro era todo narrado pelo Rodrigo e sua experiência no Canadá. Novos personagens surgiram e não foi difícil ser conquistada por eles. Adorei a Ton Ton e a Julie. Sinceramente, a Paula agora está encrencada para o desfecho da história. A Julie é tão fofa que nem sei mais se quero que o Rô faça as pazes com a Priscila. Quero ver como ela vai fazer pra resolver isso aí. Só espero que o cara das rosas não seja o Patrick. Pelamordedeus!!! E além da Ton Ton e da Julie, adorei a Daphne! :) Senti como se estivesse entrado de verdade para a história. Meu nome é tão fora do comum que sempre que aparece em alguma história eu dou uma atenção maior para o personagem para ver se tem alguma coisa a ver comigo. E nesse caso teve tudo a ver!! Além de também ser ruiva, a Daphne do livro parece ser meio roda dura e ligeiramente autoritária como eu! Adorei!!
Não sei mais quantos livros serão da MVFS mas, desde já, deixo minha súplica para a Paula Pimenta continuar escrevendo histórias dessa galerinha tão especial. Quem sabe o próximo não vira o Fazendo o Filme da Nossa Vida Fora de Série? Já que a Fani é cineasta e a Pri tá virando atriz, podia colocar as duas em um livro. Com a oportunidade para reforçarem a amizade, uma coisa que a Pri reclama no MVFS 3, de não ter tido essa oportunidade para se aproximar mais da Fani. De repente a Fani começa a dirigir um filme em que a Pri é atriz... hehehe já to viajando aqui. Deixa a criatividade para a Paula Pimenta que, com certeza, vai saber o que escrever para essa turma continuar conquistando fãns de todas as idades por todo o Brasil.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018




Distopia Confusa

Primeiramente gostaria de agradecer à autora Loraine Pivatto pelo convite para participar do booktour do livro Pseudônimo Mr. Queen. Achei a iniciativa dela inteligente e diferente.
Recebi o livro às vésperas do ano novo e já comecei a ler. Vou escrever agora um pouco das minhas impressões.
O livro trata-se de um mundo após a profecia maia do apocalipse em 21 de dezembro de 2012. Eu, particularmente, acho dificílimo escrever distopias e fantasias. Acho que é necessária uma criatividade e inteligência excepcionais para conseguir construir um cenário com personagens e fatos onde o limite é a imaginação do autor. Portanto, parabéns para a Loraine pela criatividade e ousadia.
No entanto, para mim a história ficou um pouco confusa. Senti falta de uma explicação de como o mundo acabou e também uma descrição mais aprofundada de como o novo mundo começou a ser construído. De onde começaram a aparecer os recursos? Como uma cidade sobreviveu e foi reconstruída em tão pouco tempo com pouco mais de 200 habitantes? Achei difícil entrar na história pois não consegui me situar. Minha imaginação, talvez limitada, não conseguiu construir o cenário do livro. Na minha opinião, faltaram elementos para melhorar essa construção. Uma melhor explicação de onde os recursos eram provindos. Exemplo: O mundo acabou mas restaram supermercados? E quem abastecia os supermercados? E as escolas, shoppings, hospitais... De onde vinham recursos? Acho que merecia um detalhamento melhor nesse aspecto.
O mesmo vale para a construção dos personagens. Não consegui desenvolver empatia ou até mesmo antipatia por nenhum deles. Muitos saltos de tempo na história sem fazer uma evolução mais consistente, de forma que a personalidade de cada uma deles fosse mais aprofundada.
Mas, agora falando na criatividade da autora, não cabe aqui dizer se concordo ou não com a ideia que ela teve do mundo no futuro, mas devo dizer que me assustou. Imaginar que no futuro a população será avaliada pela popularidade nas redes sociais é realmente aterrorizante. Mas ao mesmo tempo, eu gostaria de ver um mundo em que os artistas fossem mais valorizados. Talvez não os profissionais mais importantes, como no livro, mas que fosse dado o devido mérito aos artistas.
Gostei também da carga de suspense da trama. Adoro mistérios!

Bom, é isso, mais uma vez parabéns para a Loraine Pivatto e desejo sucesso na carreira de escritora.